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viernes, 6 de mayo de 2011

De heterónimos, poesía y regalos.


A veces te hacen un regalo que de tan especial, no sabes o no encuentras el modo o las palabras para agradecerlo. Esto me ocurre en este momento, que Juan Salas y Anne Evellyn me hayan hecho el inmenso honor de traducir este poema mío al portugués es algo inolvidable, maravilloso, muchísimas gracias.
Espero que aquel a quien está dedicado, donde quiera que esté (humo en los tejados del barrio alto), pueda leerlo con agrado.


PARA CHARLES ROBERT ANON, RICARDO REIS, ÁLVARO CAMPOS, ALEXDANDER SEARCH, BERNARDO SOARES, ÁLVARO CAEIRO E OS OUTROS APÓSTOLOS.

Marcaste o caminho do nada
Com passo firme
Girar a roca das parcas na direção oposta ao sol
Escondido trás de onze máscaras de falsos profetas
Segues mentindo a base de verdades
Celebrando a negra eucaristía literaria
Desdo bosque do silêncio
Ninguém debería escutar tua chamada
Oh, pai klifótico dos poetas sem nome!
Só aqueles que conhecem o código secreto
Acertam ver trás de suas lentes
Ninguém volta
Uma vez contemplado o mundo
Atravéz dos teus olhos de cristal
Nós amaudiçoamos com a nossa poesía
Já chegou a hora, diabo
O desassossego se transformou em crepúsculo
Já se ouve o barulho dos passos,
Os deuses voltam
Conte comigo
Me ofereço para ocupar o posto do apóstolo número onze
Já renunciei mau nome
Meu coração orbita solitario em baixo da terra
E as ruas de Madrid já me esqueceram…
Estou preparado para receber o mensagem
Facerlo ressonar
E desaparecer inmediatamente
Fingimos que tua alma foi um erro
E sua voz fumo escondido –ainda hoje- nos telhajos
Te emcontramos no tédio que produz este mundo vulgar.
Que arranca nossas linguas e nos adormece+
Te comprimentamos sem orgulho, pai dos escravos livres.
O peso andante da sensibilidade alheia               
Nunca voltará a ser uma desculpa para a inação
Te damos nossa falsa palavra, pretender-nos confiança
Saudamos com lágrimas de maus alunos teu legado
E seguimos
Cegos, despidos e desorientados
Suas pegadas invisíveis
Ainda que descreva um círculo imfinito
Entre as nuvens de ópio dos bairro alto

Álex Portero. Fantasmas. Editorial Endymion.
Traducción: Anne Evellyn y Juan Salas.

2 comentarios:

  1. Me encanta, en portugués queda perfecto (como no podía ser de otra manera) y es un homenaje precioso tanto a ti como a Pessoa. Qué sorpresa más bonita, te la mereces ;)

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  2. nossa ! eu nao esperava que fosse publicar a traduçao, a homenagem é maravilhosa, me emocionei bastante qdo vi. um abraço e sorte...

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